quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quais são as idéias e a importância dos estudos de Karl Marx na Sociologia?

Karl Marx (1818-1883), nascido em Trier, produziu uma ciência baseada em vários conhecimentos, sendo, portanto, uma obra complexa.
Marx elaborou sua teoria geral e o programa dos movimentos operários. Assim o marxismo tem suas bases no socialismo científico e no materialismo histórico e dialético.
Marx estabelece uma relação entre a realidade, a filosofia e a ciência. Considera a realidade social como uma concretude histórica, um conjunto de relações de produção construído pela sociedade no tempo e no espaço.
Cada sociedade é representada pela sua totalidade, havendo diversas formas de organização humana diretamente influenciadas pela família, o poder e a religião.
Em sua teoria, Marx tenta entender como a sociedade, em geral, funciona, tendo como base a sociedade do século XIX, cuja filosofia alemã era predominante.
Segundo Marx é necessária a existência do homem, para que este possa pensar, ou seja, primeiro o homem tem que produzir suas condições materiais e concretas de vida, através do trabalho, que são os bens necessários para sua existência e para sua sobrevivência e, só depois disso o homem poderá filosofar.
A esse processo Marx deu o nome de infraestrutura. Existe uma base econômica na sociedade, que está relacionada às formas de produção de bens necessários para a sobrevivência. A própria sociedade cria necessidades sempre superiores em quantidade e qualidade, e são essas necessidades crescentes que incentivam o desenvolvimento constante das forças produtivas.
Assim, o trabalho para o homem é ontológico, quer dizer, é indissociável da existência humana – não é uma opção. É o próprio ser.
O modo de produção consiste nas forças produtivas e nas relações sociais de produção, que juntas criam a existência numa determinada sociedade, historicamente determinada, portanto, por essas forças produtivas.
Forças produtivas: força de trabalho (muscular e mental); tecnologia; ciência; conhecimento; processos e formas de trabalho.
A desigualdade de propriedade cria contradições que provocam um processo revolucionário.
As forças produtivas e as relações sociais determinadas por elas modificam-se a cada momento, por isso são determinadas historicamente e este movimento é na medida em que vão aumentando as necessidades.
É materialismo porque o homem está produzindo sua existência de forma concreta, trabalhando e produzindo as coisas da vida, e assim, a cada mudança nessa maneira de produção faz com que mude a maneira de se viver também.
Para Marx não são os pensamentos que determinam a vida; é a vida que determina os pensamentos: esta é a base do materialismo histórico em contraposição ao idealismo hegeliano. Não são as relações sociais que determinam a vida; é a vida que determina as relações sociais.
É a produção da vida na história, qualitativamente. Vivemos de acordo com a nossa época e produzimos os bens necessários para esse modo de viver, a cada época.
O materialismo histórico se dará onde a consciência do homem é determinada pela realidade social, ou seja, pelo conjuntos de meios de produção, "base real sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem formas de consciência social determinada".

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